O último dia de desfiles do carnaval do Rio garantiu um verdadeiro espetáculo de cores e carros alegóricos imponentes.
A Paraíso do Tuiuti abriu as apresentações com o enredo “Lonã Ifá Lukumi”, que explora a religiosidade afro-caribenha. Um dos pontos altos do desfile assinado por Jack Vasconcelos foi uma vibrante paleta de cores.
Um carro alegórico que impressionou o público trouxe esculturas de orixás africanos interagindo com a natureza tropical, simbolizando a incorporação da cultura iorubá na Ilha de Cuba. Mas o que chamou atenção mesmo foi o vozeirão de Pixulé. O intérprete levantou o público desde o esquenta da escola.
Os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora estrearam na Vila Isabel fazendo uma homenagem ao multifacetado Heitor dos Prazeres, compositor, pintor e um dos pioneiros no samba.Considerado um dos melhores sambas de 2026, a escola entrou com altas expectativas, e o público respondeu com a letra na ponta da língua. A parte estética das alegorias e fantasias foi bem característica da dupla Bora-Haddad: com muitas cores e opulência, colocando a Vila como uma das candidatas ao título.
Penúltima a se apresentar, a Grande Rio fez a mistura do samba com o manguebeat, movimento artístico que nasceu no Recife. A escola levou para avenida elementos do mangue, como na alegoria 'caranguejos com cérebro'. Um dos destaques foi Louise França, filha de Chico Science, o principal expoente do manguebeat. O intérprete Evandro Malandro se emocionou com o resultado
A agremiação de Caxias enfrentou contratempos com a estreia de Virginia Fonseca como rainha de bateria.A influenciad ora recebeu vaias quando foi anunciada. Ela retirou parte da fantasia, um costeiro de 12 quilos, porque estava sentindo dor. E o tapa-sexo também começou a descolar durante o desfile. Apesar disso, a Grande Rio também confirmou que Virginia seguirá no posto em 2027.
A memória afetiva de amantes do Carnaval foi ativada no último desfile da noite, o do Salgueiro. A escola da Zona Norte do Rio homenageou Rosa Magalhães, a carnavalesca com mais títulos na história do sambódromo.
As alegorias juntaram elementos presentes na produção da carnavalesca, que morreu em 2024. O impacto veio logo no abre-alas: um navio feito de livros, memórias e personagens, que convidou o público a uma viagem lúdica pela obra de Rosa.
Tudo foi embalado com um samba que fez referência a enredos históricos de Rosa, como 'Tititi do Sapoti', 'Mais Vale Um Jegue Que Me Carregue, Que Um Camelo Que Me Derrube Lá No Ceará' e 'Bumbum Paticumbum Prugurundum'.
A escola teve problemas no último carro e correu para terminar o desfile a tempo. Ainda assim, a agremiação conseguiu fechar o Carnaval emocionando o público da Sapucaí.
A apuração das notas das 12 escolas do Grupo Especial começa nesta quarta-feira (18), às 16h. (Com informações da CBN)
