Mato Grosso do Sul poderá receber mais recursos federais para combater o tráfico de drogas e o crime organizado com a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública, aprovada pelo Senado.
A proposta prevê financiamento obrigatório, integração das forças policiais e maior autonomia aos estados.
Com mais de 1,3 mil quilômetros de fronteira com Paraguai e Bolívia, MS é uma das principais rotas do tráfico internacional.
Somente em 2026, as forças estaduais apreenderam aproximadamente 500 toneladas de drogas.
Entre as mudanças previstas estão repasses obrigatórios do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional, além da destinação de recursos do pré-sal para a segurança.
A PEC também endurece regras contra facções criminosas e milícias, amplia atribuições da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal e permite a criação de polícias municipais de natureza civil.
Para o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, o financiamento federal poderá ampliar as operações policiais e reduzir a pressão sobre os cofres estaduais.
O impacto também atinge o sistema penitenciário. Segundo a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), 34% dos presos em MS estão relacionados ao tráfico de drogas.
A proposta é considerada importante para municípios de fronteira, como Corumbá e Ponta Porã, onde a atuação conjunta das forças policiais é fundamental para enfrentar o crime organizado.
