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Operação derruba esquema milionário que explorava pacientes com câncer 

Dois advogados foram presos em Campo Grande durante a operação “OncoJuris”

Conjuntura Online
23/04/26 às 10h40
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Prisões no escritório de advogados na Capital. (Foto: Midiamax/Pietra Dorneles)

Uma ofensiva policial na manhã desta quinta-feira (23) revelou um esquema pesado que teria transformado a luta contra o câncer em fonte de lucro ilícito.

Dois advogados foram presos em Campo Grande durante a operação “OncoJuris”, suspeitos de integrar uma engrenagem que desviava recursos públicos destinados à compra de medicamentos de alto custo.

Identificados como Victor Guilherme Lezo e Altair Malhada, os advogados foram levados para a delegacia após o cumprimento dos mandados, conforme reportagem do portal de notícias Midiamax.

Eles atuavam em um escritório no Jardim Bela Vista, na Capital, e são apontados como peças-chave em um esquema que, segundo as investigações, envolvia também ex-servidores da SES (Secretaria de Estado de Saúde) e empresários.

A ação mobilizou uma força-tarefa com 99 agentes, incluindo a Receita Federal e policiais de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária, em uma operação que mira fraudes judiciais usadas para desviar dinheiro público.

De acordo com os investigadores, o grupo agia justamente onde as vítimas estavam mais vulneráveis: pacientes com câncer que recorriam à Justiça para garantir acesso a medicamentos caros.

O esquema começava com a manipulação de orçamentos — inflados artificialmente por ex-servidores e empresas — para induzir decisões judiciais com valores muito acima do mercado.

Depois da liberação dos recursos, cerca de 70% do dinheiro era desviado sob a justificativa de “taxas” e custos operacionais. Como se não bastasse, há suspeitas de que medicamentos eram importados sem registro ou qualquer garantia da Vigilância Sanitária, ampliando ainda mais o risco para pacientes já fragilizados pela doença.

A operação segue em andamento e novas prisões não estão descartadas. O caso levanta um alerta grave sobre o uso indevido do sistema judicial e o impacto direto desse tipo de fraude na vida de quem depende de tratamento para sobreviver.

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