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Ministro do STJ será investigado por venda de sentença

O inquérito corre no STF desde 2024 e, agora, tem Moura Ribeiro como alvo; o ministro nega qualquer envolvimento com o caso

Conjuntura Online
23/07/26 às 10h57
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Ministro Cristiano Zanin durante a sessão plenária do STF (Rosinei Coutinho/STF)

O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a PF (Polícia Federal) a investigar o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Moura Ribeiro no âmbito de um inquérito que apura um esquema de venda de sentenças.

O caso teve início em novembro de 2024. O magistrado é o primeiro integrante da corte incluído na investigação, que até o momento mirava apenas assessores do tribunal.

Por meio de nota, o magistrado afirmou que “desconhece a existência de investigação instaurada sobre decisões que tenha proferido”.

“Magistrado há mais de quatro décadas, o ministro Moura Ribeiro tem trajetória honrada e enfatiza que são completamente improcedentes quaisquer tentativas de associá-lo a fatos criminosos”, diz o texto.

A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pela CNN. A polícia apura se houve direcionamento de decisões por suposta influência do lobista Anderson Oliveira Gonçalves e sua esposa, Mirian Ribeiro. Também há suspeita de envolvimento de um ex-funcionário do gabinete do magistrado.

“O servidor citado pelo jornal atuou como “assistente de plenário” de 30/01/2019 a 16/06/2019, tendo antes trabalhado em outro gabinete, e foi exonerado da função após atuação irregular, a pedido do próprio ministro”, diz a nota de Moura Ribeiro.

Em maio, a PGR (Procuradoria-Geral da República) havia denunciado nove pessoas suspeitas de participação no esquema de venda de sentenças no STJ. Entre os nomes dos denunciados estão um ex-servidor do STJ, lotado no gabinete da ministra Isabel Gallotti; um ex-chefe de gabinete do STJ; uma advogada; operadores financeiros; um empresário e interessados nos resultados dos processos.

Os denunciados são acusados de terem cometido os crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo e lavagem de capitais. (Com Blog do Matheus Teixeira/CNN)

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