Mais de 27 mil sul-mato-grossenses deixaram de receber o benefício do programa Mais Social desde 2023 após registrarem melhora na renda familiar.
O número representa pessoas que ultrapassaram os critérios de permanência e optaram por devolver o cartão para que outras famílias pudessem ser atendidas.
Entre elas está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, morador de Campo Grande. Beneficiário desde 2018, ele recorreu ao programa após perder o emprego em uma lavanderia.
Com o passar dos anos, buscou alternativas de renda, trabalhou como barbeiro e zelador e atualmente atua como vigilante.
Hoje, com a esposa empregada e os filhos mais velhos também inseridos no mercado de trabalho, a família não depende mais do auxílio.
“Conversei com minha esposa e decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje tem gente que precisa mais do que nós”, afirmou.
Os números acompanham indicadores sociais divulgados recentemente. Segundo dados do IBGE, a proporção de pessoas em situação de extrema pobreza em Mato Grosso do Sul caiu de 2,7% para 1,6% em dois anos, uma redução de 40,7%. No mesmo período, 34 mil famílias deixaram a condição de insegurança alimentar.
Dados do Cadastro Único também apontam que 44.604 pessoas saíram da situação de pobreza entre março de 2024 e março de 2026. Já o mercado de trabalho registrou taxa de desocupação de 2,4% no último trimestre de 2025, a segunda menor do país.
O Mais Social atende famílias em situação de vulnerabilidade e integra uma rede de programas voltados à inclusão social, qualificação profissional e incentivo à permanência nos estudos.
