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Mãe e padrasto são condenados por tortura contra criança em MS

Christian Campocano Leitheim e Stephanie de Jesus da Silva, padrasto e mãe de Sophia Ocampo, foram condenados pela Justiça por tortura e omissão contra a menina, morta aos 2 anos, em 2023, em Campo Grande

Conjuntura Online
10/07/26 às 18h05
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Julgamento do caso da menina Sophia Jesus Ocampo. (Foto: Rafaela Moreira/ g1)

A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou o padrasto Christian Campocano Leitheim e a mãe de Sophia Ocampo, Stephanie de Jesus da Silva, pelos crimes relacionados à morte da menina de 2 anos, ocorrida em janeiro de 2023, em Campo Grande.

A sentença, segundo reportagem do G1, foi publicada nesta sexta-feira (10) no Diário da Justiça, mas os detalhes da pena permanecem sob sigilo.

A decisão foi proferida pela Vara Especializada em Crimes Contra a Criança e ao Adolescente, que acolheu a denúncia apresentada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

Como o processo tramita em segredo de Justiça, o conteúdo integral da sentença não foi divulgado.

De acordo com a condenação, Christian foi responsabilizado pelas agressões que caracterizaram o crime de tortura praticado contra a criança, circunstância agravada pelo fato de a vítima ter apenas dois anos de idade. Já Stephanie foi considerada culpada por não impedir as violências nem comunicar os fatos às autoridades, apesar do dever legal de proteger a filha.

O caso ganhou repercussão nacional após a morte de Sophia, levada já sem vida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino. A investigação apontou que a criança morreu em consequência de um traumatismo na coluna cervical e que também apresentava sinais de violência sexual, conforme o laudo do Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).

Conselho Tutelar

As apurações revelaram ainda que a menina já havia passado diversas vezes por atendimento médico antes da morte e que existiam denúncias anteriores de maus-tratos. Registros da Polícia Civil indicam que suspeitas de agressões haviam sido comunicadas em 2022, enquanto o pai da criança também procurou o Conselho Tutelar para relatar episódios de violência e pedir a guarda da filha.

Após o crime, a quebra do sigilo telefônico mostrou conversas entre o casal sobre a versão que seria apresentada à polícia, fato que reforçou as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Durante a apuração do caso, a defesa do pai de Sophia sustentou que houve falhas na atuação dos órgãos públicos responsáveis pela proteção da criança. Segundo a advogada Janice Andrade, denúncias encaminhadas a unidades de saúde, à polícia e ao Conselho Tutelar não foram suficientes para interromper o ciclo de violência que culminou na morte da menina.

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