Quem procura pelos perfis de Eduardo Razuk no Instagram já não encontra as páginas usadas pelo influenciador para divulgar sorteios de carros de luxo.
A suspensão integra o conjunto de medidas determinadas pela Justiça na investigação sobre suspeitas de rifas ilegais que resultou na prisão dele na terça-feira (18), conforme o portal de notícias G1.
Na sexta-feira (21), os dois perfis de Razuk apareciam como indisponíveis na plataforma. Segundo o advogado Tiago Bunning, a retirada das contas do ar ocorreu por ordem judicial.
A medida se soma ao bloqueio de bens e valores e às buscas realizadas na residência e na empresa do influenciador durante a operação. Entre os bens atingidos pela decisão está uma frota de 22 veículos avaliada em cerca de R$ 22 milhões.
Segundo a defesa, a ordem judicial também determinou a suspensão do canal de Razuk no YouTube. Apesar disso, a página ainda permanecia acessível nesta sexta-feira.
Os advogados citam justamente o bloqueio patrimonial e das redes sociais para contestar a manutenção da prisão preventiva. Para a defesa, as medidas já impediriam Razuk de continuar promovendo os sorteios investigados.
“Esse é um fato, inclusive, que a gente utiliza para defender que a prisão dele é completamente desnecessária e desproporcional. Já foi feito tudo isso: ele está com os bens bloqueados e com as redes sociais suspensas. Então, não tem como ele continuar divulgando os sorteios que divulgava, que são objeto da investigação, ainda que a gente defenda que eram realizados de forma lícita e com autorização. Então, por que ainda é necessária a prisão dele? Porque, além de tudo isso, ele também precisa estar preso?”, afirmou Bunning.
Rifas milionárias entram na mira da polícia
Eduardo Razuk foi preso na terça-feira durante operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc). A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias.
Também foram presos o irmão do influenciador, Rafael Razuk, e outras duas pessoas.
Conhecido nas redes sociais pelos sorteios de carros de luxo, Razuk comercializava cotas a partir de R$ 1,49. A Polícia Civil sustenta que as rifas eram realizadas de forma irregular e aponta uma movimentação de aproximadamente R$ 100 milhões em seis meses.
Em determinados períodos, cada sorteio teria movimentado cerca de R$ 2 milhões. A investigação aponta que a atuação do grupo ficou concentrada em Campo Grande entre 2019 e 2025, período em que teriam sido realizados diversos sorteios sem autorização.
