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Governo tem 10 dias para mostrar plano de combate a incêndios

Efeitos El Niño podem atingir estados da Amazônia Legal

Conjuntura Online
25/05/26 às 11h39
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Vista do Palácio do Planalto (Reprodução)

O ministro Flávio Dino, o STF (Supremo Tribunal Federal), deu prazo de 10 dias para que o governo federal e os estados da Amazônia Legal informarem à Corte como se planejam para combater uma provável alta nos incêndios florestais provocada pelo fenômeno climático El Niño.   

Dino tomou a medida após a confirmação de que o El Niño deverá provocar eventos climáticos extremos no Brasil.

O fenômeno é provocado pelo aumento na temperatura das águas no Oceano Pacífico e tem ocorrência periódica, em geral com impactos relevantes sobre o clima em diversos países. 

Na decisão desta segunda, o ministro mencionou nota técnica conjunta publicada neste mês pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), que confirma uma provável intensidade alta para o fenômeno já no segundo semestre de 2026. 

“Aumento do risco de fogo: Uma estação seca mais prolongada, combinada com temperaturas acima da média e baixos níveis de umidade relativa do ar, favorece condições de maior vulnerabilidade dos biomas amazônicos à ocorrência e propagação de incêndios florestais”, diz o documento. 

Os estudos mostram que em 2015, quando o El Niño também teve intensidade alta, a incidência de fogo na Amazônia Legal aumentou em cerca de 36% em relação à média dos 12 anos anteriores, por exemplo. 

Dino também destacou que em reunião realizada em abril, a Procuradoria-Geral da República manifestou preocupação sobre a emissão de alertas relacionados ao fenômeno e com a insuficiência de capital humano, especialmente servidores e meteorologistas, no âmbito do Comaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

Na decisão, ele mandou que os executivos federal e estaduais “se manifestem sobre as providências de planejamento e preparação que vêm sendo adotadas para a eventualidade de as projeções se confirmarem e haver o incremento de incêndios florestais”.

O ministro é relator de uma ADPF (ação de descumprimento de preceito fundamental) na qual o Supremo determinou que o governo tomasse providências para combater a alta expressiva nos incêndios florestais no Brasil, sobretudo durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Por esse motivo, Dino mantém a supervisão sobre o cumprimento das determinações impostas ao governo e se as providências tomadas são suficientes para combater o problema. (Com ABr)

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