Uma operação policial de grande porte terminou sem a captura de um dos alvos mais procurados da região de fronteira entre Paraguai e Brasil. Felipe Escurra Rodríguez, conhecido como “Barão Escurra”, conseguiu escapar mais uma vez das autoridades ao utilizar um túnel subterrâneo construído dentro de sua própria casa, em Capitán Bado, no departamento de Amambay.
A ação, batizada de Operação Campo Verde, mobilizou equipes especializadas no combate ao crime organizado, com apoio de forças táticas e acompanhamento do Ministério Público.
O objetivo, segundoo site Dourados Agora, era cumprir mandados ligados a investigações de tráfico de drogas e associação criminosa.
Quando os agentes chegaram ao imóvel, localizado na colônia Manta Potrero, o suspeito já havia deixado o local acompanhado da esposa e das duas filhas. A fuga foi possível graças a uma estrutura escondida no interior da residência: uma passagem secreta sob o piso de um armário, que levava a um túnel de concreto.
A construção chamou a atenção pelo nível de engenharia. Com cerca de 3,7 metros de profundidade e aproximadamente 50 metros de extensão, o corredor subterrâneo tinha formato em “L” e permitia a circulação de adultos com facilidade. A saída dava acesso a uma área de mata fechada próxima a um riacho, dificultando qualquer tentativa de cerco policial.
A estratégia lembra métodos utilizados por grandes nomes do narcotráfico internacional, que recorrem a estruturas subterrâneas para escapar de operações. Investigadores acreditam que o túnel foi planejado justamente para garantir rotas seguras de fuga em situações de risco.
Durante as buscas na residência, os policiais apreenderam veículos, armamento de grosso calibre, munições e porções de maconha. Apesar disso, o principal alvo da operação segue foragido.
Com pelo menos 12 mandados de prisão em aberto, Escurra já havia sido detido em 2016, mas acabou liberado no ano seguinte por decisão judicial posteriormente anulada. Desde então, tem conseguido evitar a captura, mesmo sendo apontado como um dos principais produtores e distribuidores de maconha na região, com atuação voltada principalmente ao mercado brasileiro.
As forças de segurança continuam as buscas pelo suspeito e reforçam o monitoramento na faixa de fronteira, diante da complexidade e do nível de organização demonstrado na fuga.
