Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul | Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Geral

Desvio em hospital de MS teria abastecido agentes políticos

Três pessoas foram presas e 25 mandados de busca são cumpridos em quatro cidades de Mato Grosso do Sul

Conjuntura Online
07/10/26 às 10h20
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Equipes cumprem mandados no hospital e casa de investigados. (Foto: Sidrolândia em Foco)

Uma investigação sobre o destino de recursos públicos repassados a um hospital de Sidrolândia avançou nesta quarta-feira (7) com três prisões preventivas e buscas em quatro municípios de Mato Grosso do Sul.

Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), parte do dinheiro sob suspeita teria passado por sucessivas movimentações financeiras, incluindo repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores e intermediários.

A ofensiva, segundo reportagem do G1MS, faz parte da segunda fase da Operação Dirty Pix e mira irregularidades envolvendo o Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa.

Ao todo, 25 mandados de busca e apreensão são cumpridos em Sidrolândia, Campo Grande, Maracaju e Selvíria.

Os convênios alcançados pela investigação ultrapassam R$ 18 milhões. O montante, no entanto, não representa necessariamente o valor desviado. Trata-se da soma dos recursos públicos de contratos que, conforme o MPMS, teriam sido atingidos pelo esquema investigado.

O dinheiro deveria financiar equipamentos e materiais hospitalares, uma UTI móvel e obras de reforma da unidade. A apuração começou a partir de suspeitas envolvendo um convênio destinado à compra de um aparelho de ressonância magnética e de uma autoclave.

Com o avanço das investigações, os promotores encontraram indícios de que as irregularidades poderiam alcançar outros repasses feitos à entidade.

Segundo o MPMS, planos de trabalho teriam sido elaborados com informações fraudulentas e valores superfaturados. A investigação também aponta suspeita de direcionamento das contratações para empresas que já estariam alinhadas ao grupo.

Depois que os recursos públicos chegavam às contas da entidade hospitalar, parte do dinheiro teria sido retirada das finalidades previstas nos convênios. Em seguida, os valores passariam por uma sequência de transferências até chegar, direta ou indiretamente, a diferentes integrantes e pessoas relacionadas ao suposto esquema.

A investigação apura ainda possíveis tentativas de atrapalhar o trabalho das autoridades. Conforme o Ministério Público, elementos reunidos durante a apuração indicam que o poder financeiro do grupo teria sido utilizado para tentar obstruir as investigações.

A primeira fase da Dirty Pix foi realizada em novembro de 2025. O nome da operação faz referência à expressão “pix sujo”, em alusão às movimentações financeiras que teriam sido utilizadas para circular o dinheiro investigado.

Últimas em Geral
VER TODAS AS NOTÍCIAS
Conjuntura - o 1º Site Político de MS
O 1º site político de Mato Grosso do Sul
Conjuntura Online - Copyright © 2004-2026. Todos os direitos reservados.