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Conferência Estadual da Cultura luta por construção de política pública para setor

De hoje (20) até quarta-feira (22), a UFMS é palco para a discussão e a construção de políticas públicas para a cultura de MS

20/11/2023 - 17h39

Campo Grande 

Evento será no Teatro Glauce Rocha (Foto: Ricardo Gomes)

Dança, música, teatro, circo, moda, cinema, artesanato, fotografia, economia criativa. O teatro Glauce Rocha respira a cultura e a arte sul-mato-grossense. De hoje (20) até quarta-feira (22), a UFMS é palco para a discussão e a construção de políticas públicas para a cultura de Mato Grosso do Sul.


Histórica, a IV Conferência Estadual marca o momento de retomada da cultura por parte do Governo Federal, e reforça o compromisso do Governo do Estado em fortalecer os fazedores da nossa arte.


"É um momento, assim, muito especial para mim. Eu estou muito emocionado com essa conferência. Uma conferência que nós estamos fazendo não como uma obrigação estabelecida pelo Governo Federal, e sim como uma meta de trabalho e partindo dos pressupostos do nosso governador Eduardo Riedel que exige que a gente faça programas, que a gente construa ações a partir da escuta da população", ressalta o secretário de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania, Marcelo Ferreira Miranda.


Titular da Setescc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania), Marcelo Miranda anunciou, logo na abertura, a revisão do Plano e do Sistema Estadual de Cultura. "Que é um dos anseios e expectativas da população e dos fazedores de cultura de Mato Grosso do Sul", completa.


Diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Edu Mendes, fez questão de mencionar o papel do Fórum, do Conselho de Cultura e dos colegiados, e quanto a gestão tem se aproximado dos fazedores das artes.


"Faço 60 dias à frente da Fundação, e neste tempo comecei a ver que na cultura tinha uma construção coletiva muito interessante, as pessoas já estavam organizadas. Sempre digo que a gente tem um exército de fazedores de cultura. Parabéns pelas conferências municipais, e aqui hoje nós vamos viver a nossa Conferência Estadual para tentar um futuro melhor pra nossa cultura. Vamos provocar, trocar, o que a gente quer para a cultura do nosso País?", indaga Edu.


Para a coordenadora do Fesc (Fórum Estadual de Cultura de MS), Ângela Montealvão, é uma honra representar a sociedade civil no espaço de construção e de garantia dos direitos culturais.


Em sua fala, Ângela enalteceu a presença de gestores, coordenadores e produtores culturais do interior do Estado que vêm trazer o ponto de vista de quem está na ponta.


 "A cultura deve ser debatida e proposta por quem vive a realidade da produção cultural em todos os cantos do nosso Estado. E este até é o tema dessa conferência: Democracia e Acessibilidade Cultural, algo muito oportuno neste momento de retomada cultural", enfatiza.


Coordenadora do Escritório do MinC (Ministério da Cultura) em Mato Grosso do Sul, Caroline Garcia destacou que a cultura é uma pasta transversal de trabalho e que deve envolver a população negra, indígenas, além da discussão climática.


"Espero que nesta conferência a gente possa tratar de tudo isso e dar um salto na política cultural do nosso Estado com grandes propostas também para o nosso País".


Coordenadora do Fórum Permanente das Entidades do Movimento Negro de MS, Romilda Pizani pontuou a data de hoje, 20 de Novembro, o Dia da Consciência Negra, e deixou a reflexão sobre o papel dos afro-brasileiros na construção da cultura.


"Nós não queremos mais estar na invisibilidade, e a cultura, ela atravessa todos os outros segmentos da sociedade. Então, vamos potencializar a nossa cultura brasileira, a nossa cultura afro-brasileira, a nossa cultura sul-mato-grossense e a cultura deste País. Não basta sermos não racistas, nós temos que ser antirracistas. Discutir, conversar e contribuir cada vez mais", resume Romilda.


Vice-presidente do Conselho Estadual de Política Cultural do MS, Valdecir Amorim afirmou que foi árdua a missão de realizar as conferências municipais, mas que estar na Conferência Estadual é um marco histórico.


"Estarmos aqui hoje é entrarmos de vez para um cenário que está se abrindo para nós. Então, todos aqui estão representando vários segmentos, vários coletivos, e ver essa diversidade na plateia, esse lindo e belo arco-íris, eu tenho a certeza que será a maior e a melhor conferência estadual de cultura do Brasil", afirma.


Representando o secretário de Governo, Pedro Caravina, o adjunto Frederico Felini agradeceu a presença de todos e resumiu que não cabia a ele falar sobre cultura, e sim aos protagonistas sul-mato-grossenses.


"Vocês vivem o dia a dia disso, vocês sabem a importância, a transformação. A cultura é transversal, é economia, identidade, crescimento. Ressalto aqui que hoje vocês têm uma oportunidade fantástica, que é ditar as regras da cultura do Estado do Mato Grosso do Sul. Essa discussão cabe a vocês. Nós, da Secretaria de Governo, estamos ansiosos para receber essa carta, receber essas propostas dos eixos, para que a gente possa colocar em prática", finalizou Felini.


Democratizando a participação, a IV Conferência Estadual disponibiliza um QR Code que também permite o acesso dos participantes a uma página para que possam, além de se manifestarem nos momentos de escuta, escrever sugestões e críticas.

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