Israel e Irã voltaram a se atacar diretamente nesta segunda-feira (8), rompendo um cessar-fogo que durava dois meses. O novo capítulo de hostilidades ocorre apesar dos apelos públicos por moderação feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evidenciando o colapso das recentes tentativas diplomáticas de estabilizar o Oriente Médio.
A escalada teve início após um bombardeio israelense nos arredores de Beirute, no domingo (7).
Em resposta, Teerã disparou uma salva de mísseis contra o território israelense. Ignorando a pressão da Casa Branca para conter a agressividade, os militares de Israel reivindicaram a autoria de novos ataques realizados nesta segunda contra sistemas de defesa iranianos e um complexo petroquímico.
“Israel e Irã devem parar de atirar imediatamente”, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social. Em entrevista ao jornalista Barak Ravid, do portal Axios, o presidente americano reforçou o descontentamento: “Israel lançou seu ataque, e o Irã lançou o seu. Não precisamos de outro”.
Explosões e alerta máximo
O impacto dos confrontos foi sentido no coração das capitais. Em Teerã, uma forte explosão sacudiu o prédio do Ministério das Relações Exteriores enquanto um jornalista da AFP participava de uma coletiva de imprensa.
Simultaneamente, Jerusalém acordou sob o som de sirenes de alerta aéreo e detonações. Em resposta à ameaça iminente, as autoridades israelenses ordenaram o fechamento de escolas em todo o país, e o exército declarou estado de “alerta máximo”.
De acordo com a Guarda Revolucionária Iraniana, suas forças atingiram duas bases aéreas estratégicas em Israel e um complexo petroquímico em Haifa, no norte do país. Um oficial militar israelense confirmou que, desde domingo, a República Islâmica lançou cerca de 30 mísseis, além de dois projéteis disparados a partir do Iêmen. (Com informações da Jovem Pan)

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