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Ataque com drones deixa 21 mortos e mais de 40 feridos em mercado no Sudão

Bombardeio atingiu área comercial na cidade de Nyala e amplia a violência de uma guerra que já deixou mais de 200 mil mortos e milhões de deslocados.

Conjuntura Online
27/10/26 às 07h01
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Ataque com drones contra mercado no Sudão deixa 21 mortos. (Foto: AFP)

Um ataque com drones contra um mercado na cidade de Nyala, na região de Darfur, no Sudão, deixou pelo menos 21 mortos e mais de 40 feridos.

O bombardeio ocorreu na noite de segunda-feira (26), e o número de vítimas foi confirmado nesta terça-feira (27) por fontes médicas e testemunhas.

Segundo moradores, o drone atingiu um mercado localizado na região norte da cidade, frequentado por comerciantes e integrantes das FAR (Forças de Apoio Rápido), grupo paramilitar que controla Nyala e enfrenta o Exército sudanês desde abril de 2023.

Um médico do hospital local confirmou as mortes e informou que mais de 40 pessoas receberam atendimento após o bombardeio. Ainda não foi possível determinar quantas vítimas eram civis ou combatentes. A autoria do ataque também não foi confirmada.

A ofensiva ocorre em meio à intensificação dos ataques aéreos no país. Somente nas três primeiras semanas de outubro, a ONU (Organização das Nações Unidas) documentou pelo menos 306 mortes e centenas de feridos em bombardeios realizados com drones.

A violência também atingiu a infraestrutura do Sudão. Nesta terça-feira, drones atribuídos às FAR atacaram uma subestação elétrica em Cartum, capital do país, interrompendo o fornecimento de energia em grande parte dos estados de Cartum e Al Jazira. Na segunda-feira, outra ofensiva já havia provocado apagões em quatro estados.

Guerra já deixou mais de 200 mil mortos

O conflito entre o Exército sudanês e as FAR começou em abril de 2023, após uma disputa pelo controle político e militar do país. Desde então, a guerra provocou mais de 200 mil mortes, segundo estimativas de trabalhadores humanitários, e obrigou mais de 13 milhões de pessoas a abandonar suas casas.

A crise é considerada uma das mais graves do mundo, com milhões de pessoas enfrentando insegurança alimentar, falta de atendimento médico e dificuldades para acessar serviços básicos.

O novo ataque em Nyala reforça a preocupação com a escalada dos bombardeios em áreas urbanas e os riscos enfrentados pela população em meio à continuidade dos confrontos. (Com Jornal de Brasília)

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