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Anvisa adverte sobre risco de pancreatite com canetas emagrecedoras

Embora já conste o risco nas bulas dos medicamentos aprovados no Brasil, os casos têm aumentado tanto no país quanto internacionalmente

Conjuntura Online
09/02/26 às 18h03
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Canetas emagrecedoras. (Foto: Reprodução)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou um alerta sobre o uso irresponsável das canetas voltadas para o tratamento de obesidade e diabetes.

O documento, divulgado nesta segunda-feira (9), e alerta para o risco de pancreatite.

“O devido monitoramento médico é motivado justamente pelo risco de eventos adversos graves, como pancreatite aguda, que podem incluir formas necrotizantes e fatais” disse o alerta.

Embora já conste nas bulas dos medicamentos aprovados no Brasil, os casos têm aumentado tanto nacionalmente, quanto no cenário internacional, por isso o reforço com as orientações de segurança. 

No Brasil, de 2020 até 7 de dezembro de 2025, houve o registro de 145 notificações de suspeitas de eventos adversos e seis suspeitas de casos com desfecho de óbito.  

Apesar do alerta, não houve mudança em relação ao risco com as substâncias utilizadas. Ou seja, a eficácia do tratamento ainda supera os efeitos indesejados, de acordo com as indicações e modos de uso aprovados e constantes da bula.  

A Anvisa alerta que o uso irresponsável, especialmente para o emagrecimento sem necessidade médica, aumenta o risco de diversas complicações graves e dificulta o diagnóstico precoce.

Nos últimos anos, a agência brasileira já havia emitido outros alertas relacionados a estes medicamentos que imitam o hormônio GLP?1 (que aumenta a produção da insulina). Riscos de aspiração durante procedimentos anestésicos (alerta de 2024) e perda de visão rara associada à semaglutida (de 2025) foram alguns dos comunicados.

Alerta no Reino Unido

A MHRA (Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido) emitiu um comunicado, no dia 29 de janeiro, alertando pacientes e profissionais de saúde sobre o uso de medicamentos da classe GLP-1, que incluem nomes conhecidos, como o Mounjaro (tirzepatida). Na ocasião, o órgão já havia destacado a preocupação com casos de pancreatite aguda, incluindo relatos de mortes relacionados a essa condição.

Segundo a MHRA, foram registrados, entre 2007 e outubro de 2025, 1.296 notificações de pancreatite relacionadas aos usuários desses medicamentos, incluindo 19 óbitos. 

O diagnóstico é uma condição séria onde o pâncreas fica inflamado por um curto período.

De acordo com a agência, os pacientes devem ficar atentos aos sintomas e procurar ajuda médica imediata caso apresentem:

Dor intensa e persistente no centro do estômago (abdômen);
Dor que se espalha para as costas;
Náuseas ou vômitos que acompanham a dor;
Perigos da automedicação e falsificações.
O comunicado reforça que esses medicamentos, incluindo o Mounjaro e o Ozempic, só devem ser comprados com receita médica e fornecidos por farmácias registradas.

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