Uma vingança planejada durante dias, uma emboscada que teria falhado na primeira tentativa e a participação do próprio namorado da vítima.
Esses são os elementos investigados pela polícia na morte de Rose Batista Cabreira, de 41 anos, neste domingo (2), na Aldeia Jaguapiru, em Dourados.
Odete Benitas, de 50 anos, foi presa em flagrante e confessou o crime. Já o ex-marido dela, que atualmente mantinha um relacionamento com Rose, fugiu e é procurado pela polícia.
De acordo com reportagem do G1, o caso é investigado como feminicídio.
Em depoimento, Odete afirmou que matou Rose por vingança, pois acreditava que ela teria sido responsável pela morte de seu irmão. A suspeita ainda apontou o ex-companheiro como participante do planejamento da emboscada.
Segundo a versão apresentada à polícia, o homem teria levado Rose de motocicleta até o ponto onde Odete a aguardava. A vítima foi atacada e, mesmo ferida, ainda conseguiu caminhar por alguns metros antes de cair e morrer.
Plano teria começado uma semana antes
O crime deste domingo não teria sido a primeira tentativa. Conforme informações repassadas pela Polícia Militar, Odete contou que o plano vinha sendo discutido desde a semana passada.
No domingo anterior (26), Rose teria sido atraída para uma região próxima a uma pedreira. Odete, porém, afirmou que desistiu de executar o plano naquele momento porque não teve coragem.
A situação teria mudado no sábado (1º), quando o ex-marido de Odete foi até a casa dela e uma nova tentativa foi combinada para a manhã seguinte.
No domingo, Rose foi levada até o local acertado e atacada. A equipe da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) foi chamada por volta das 11h e encontrou a mulher já sem vida.
Durante as diligências, policiais chegaram até Odete, localizada pela Polícia Militar. Ela confessou a autoria e foi presa em flagrante.
Faca desapareceu após o crime
A arma usada no crime ainda não foi encontrada. Odete declarou aos policiais que, depois de voltar para casa, entregou a faca à filha para que o objeto fosse escondido. Buscas foram realizadas na residência, mas a arma não foi localizada.
A Polícia Civil agora tenta encontrar o companheiro de Rose e esclarecer até que ponto ele participou da preparação e execução da emboscada.
O assassinato também aumenta uma estatística alarmante em Mato Grosso do Sul. Com a morte de Rose, o Estado chega a 19 feminicídios em 2026, média de aproximadamente uma mulher assassinada a cada 11 dias.
