O Santos quer fechar ainda nesta quinta-feira com Cuca para ocupar o cargo de técnico deixado por Juan Pablo Vojvoda, demitido na noite desta quarta-feira, após derrota para o Internacional, na Vila Belmiro, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro, por 2 a 1. A negociação entre as partes é considerada avançada.
O clube espera finalizar as conversas nas próximas horas e oficializar Cuca até no máximo sexta-feira. O objetivo é ter um novo comandante no próximo domingo, data da partida contra o Cruzeiro, às 16h (de Brasília), no Mineirão.
Caso isso não aconteça, a tendência é de que o auxiliar fixo César Sampaio comande a equipe no jogo da oitava rodada do Brasileirão.
O Peixe vê em Cuca uma solução mais simples e objetiva para assumir o comando da equipe. Alguém que chegaria já "sabendo o que fazer" e absorvendo a pressão sem precisar de tempo de adaptação. Cuca conhece o clube e o ambiente que o cerca, além do presidente Marcelo Teixeira.
Pesa contra Cuca, porém, a possibilidade de sua contratação gerar repercussão negativa entre torcedores, pelo envolvimento e condenação à revelia em caso de ato sexual com uma menor de idade na Suíça, em 1989, quando era jogador do Grêmio.
Dentro do clube, porém, a situação é amenizada por dois fatores: o pronunciamento feito pelo técnico na época da passagem pelo Athletico-PR e o fato de também ter trabalhado no Atlético-MG.
Em 2023, ele chegou a ser contratado pelo Corinthians, mas se demitiu após uma onda de protestos por boa parte da torcida do rival.
Cuca e Teixeira já flertaram algumas vezes sobre a contratação ao longo dos últimos anos. Desde que assumiu a presidência, em janeiro de 2024, Teixeira contratou Fábio Carille, Pedro Caixinha e Cleber Xavier, além de Vojvoda. Todos foram demitidos por ele.
Há plano B?
Com a tendência seja de finalizar a contratação de Cuca nas próximas horas, a diretoria não trabalha com um plano B no momento. Porém, há nomes disponíveis no mercado que são observados com atenção.
Hernán Crespo, tratado como uma opção, perdeu força nas últimas horas por ter uma avaliação parecida com Vojvoda.
O argentino deixou o São Paulo recentemente com uma visão de que o trabalho "chegou no teto", sem evolução da equipe durante um longo período. Ir atrás de um estrangeiro diante do atual cenário, com a necessidade de rápida adaptação, não está a princípio nos planos.
Nesta estratégia entra Jorge Sampaoli, outro nome livre no mercado e buscado anteriormente pela atual diretoria. O trabalho mais recente no Atlético-MG assustou o Santos, e é difícil que ele novamente seja alvo.
Tite também poderia ser uma opção do Santos, após deixar o Cruzeiro. No entanto, não tem relacionamento com Gabigol, um dos principais jogadores do elenco atual alvinegro e, teve um trabalho turbulento no clube mineiro. Diante disso está praticamente descartado. Ele também tem o desejo de descansar e trabalhar fora do país.
Uma alternativa é Fernando Diniz, que tem a aprovação de nomes importantes do elenco santista e é bem avaliado internamente. Qualquer avanço, porém, dependeria do insucesso nas conversas avançadas com Cuca. (Com ge - Santos)
