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Esportes

Presidente da Federação Italiana renuncia após seleção não se classificar 

Até o dia 22 de junho, o técnico da ‘Azzurra’, Gennaro Gattuso, contratado em junho de 2025, também deve deixar o cargo, segundo a imprensa italiana

Conjuntura Online
02/04/26 às 16h29
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Gabriele Gravina renúniou ao cargo. (Foto: AFP)

O presidente da FIGC (Federação Italiana de Futebol), Gabriele Gravina, apresentou sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira (2), após novo fiasco da ‘Azzurra’, que foi eliminada na repescagem europeia e está fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva, anunciou a entidade em comunicado.

Gravina, de 72 anos, estava à frente da FIGC desde 2018, quando a Itália ficou fora da Copa da Rússia. A tetracampeã mundial também não se classificou para o torneio no Catar, em 2022, e para edição deste ano, na América do Norte (11 de junho a 19 de julho).

A seleção italiana perdeu a vaga no Mundial que será organizado em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá ao ser derrotada nos pênaltis pela Bósnia e Herzegovina (4-1, após empate em 1 a 1 em 120 minutos) na última terça-feira, em Zenica.

Gravina “informou aos membros do conselho que havia apresentado sua renúncia ao mandato que lhe foi confiado em fevereiro de 2025 e que havia convocado uma assembleia extraordinária para o dia 22 de junho em Roma”, informou a FIGC em nota.

O dirigente também é vice-presidente da Uefa e figura próxima ao presidente da confederação europeia, Aleksander Ceferin.

Sob sua gestão, a Itália foi campeã da Eurocopa em 2021, mas não conseguiu se classificar para duas Copas do Mundo (2022 e 2026) e caiu na última Eurocopa, em 2024, nas oitavas de final, marcando a pior campanha da ‘Azzurra’ em um torneio continental.

Gravina, ex-empresário e ex-presidente de um pequeno clube da região dos Abruzos que chegou a disputar a Serie B, estava sob pressão desde a derrota da Itália na terça-feira.

Na tentativa de se antecipar aos pedidos de sua demissão, o dirigente convocou um conselho imediatamente após a partida em Zenica para “fazer um balanço e realizar avaliações” de sua gestão.

No entanto, o ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi, pediu sua saída na quarta-feira, ao considerá-lo como o principal responsável pelo que a imprensa italiana chamou de “terceiro apocalipse”.

“O futebol italiano precisa ser refundado e esse processo deve passar por uma renovação na diretoria da FIGC”, exigiu Abodi. (Jovem Pan)

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