Sem jogar um Mundial desde 2014, a Itália entra em campo nesta quinta-feira, na cidade de Bérgamo, contra a Irlanda do Norte, em partida única válida pela semifinal das repescagens europeias da Copa do Mundo de 2026.
As lembranças dos italianos sobre a última vez que o país disputou essa fase, no entanto, não são boas. Faltando três meses para o torneio do Catar, em 2022, eles perderam para a Macedônia do Norte, em casa, e não conseguiram chegar à competição.
O jogo aconteceu no Estádio Renzo Barbera, em Palermo, na Sicília. Quem avançasse enfrentaria Portugal na final. Muito favorita no confronto, a Itália chegava como campeã da Eurocopa.
Como esperado, dominou a partida do início ao fim, chutou 30 vezes e perdeu chances claras de gol. Porém, apesar do controle, não marcou e viu a Macedônia abrir o placar aos 47 minutos do segundo tempo, em um lindo chute de Trajkovski, de fora da área.
Ao fim do duelo, o clima parecia de “apocalipse”, segundo a imprensa italiana na época. O então capitão da seleção, Giorgio Chiellini, definiu o resultado como “uma grande decepção”:
- Fizemos uma ótima partida, mas perdemos os gols. Não fomos presunçosos. Certamente nos faltou alguma coisa. Cometemos erros e pagamos por eles. Estou orgulhoso desta equipe, é óbvio que estamos decepcionados e destruídos. Temos que começar de novo. Há um grande vazio, e espero que isso dê aquela energia para recomeçar.
Escalação da Itália na partida:
Donnarumma; Florenzi; Gianluca Mancini; Bastoni; Emerson; Barella; Jorginho; Verratti; Berardi; Immobile; Insigne.
Há pouco mais de quatro anos antes, os italianos já haviam vivido o pesadelo da eliminação na repescagem da Copa do Mundo. Na época, o regulamento era diferente. Após ficar em segundo lugar no seu grupo — que contava com Espanha (classificada), Albânia, Israel, Macedônia do Norte e Liechtenstein —, a seleção enfrentou a Suécia para decidir a vaga no Mundial de 2018, na Rússia.
Foram dois confrontos. No primeiro, em Estocolmo, os suecos venceram por 1 a 0, com gol marcado por Jakob Johansson. Na volta, em Milão, os italianos precisavam vencer por, no mínimo, um gol de diferença para levar a partida à prorrogação. No entanto, não saíram do 0 a 0 e, pela primeira vez desde 1958, a Itália ficou fora de uma Copa. Além do vexame, o jogo também marcou a despedida do goleiro Gianluigi Buffon da seleção.
Quem também deixou o time na época foi o técnico Giampiero Ventura, muito criticado não só pela torcida, mas também pelos próprios atletas. De acordo com o Sky Itália, alguns jogadores questionaram as decisões táticas do treinador. O volante Daniele De Rossi teve uma acalorada discussão com Ventura. Um dos atletas mais experientes do grupo, ele se irritou ao saber que entraria no jogo, acreditando que a melhor opção seria a entrada do atacante Lorenzo Insigne, que daria mais poder ofensivo à equipe.
Agora, para disputar a Copa do Mundo deste ano, a Itália, além de precisar vencer a Irlanda do Norte, terá que disputar a final da repescagem contra País de Gales ou Bósnia. Quem vencer estará no grupo B do Mundial, que já conta com Suíça, Catar e Canadá. (Com O Globo)
