O Corinthians começou 2026 com déficit de R$ 93,667 milhões nos dois primeiros meses do ano, segundo balancetes divulgados pelo clube. O prejuízo acumulado em janeiro e fevereiro é 55,7% maior do que os R$ 60,518 milhões de déficit estimados no orçamento para o período.
A Diretoria Financeira dá duas justificativas para a discrepância: o processamento, em janeiro, da premiação dada aos jogadores pelo título da Copa do Brasil de 2025, conquistado em dezembro, e os tributos pagos na quitação da dívida com o Santos Laguna, do México, para derrubar o transfer ban.
Foram desembolsados R$ 38,601 milhões em itens não recorrentes, atribuídos principalmente a essas duas despesas não previstas.
Em dois meses, o Corinthians teve receita operacional bruta de R$ 143,673 milhões, sendo R$ 64,083 milhões de patrocínios e publicidade, R$ 27,431 milhões em bilheteria e programa Fiel Torcedor em dia de jogos e R$ 26,619 milhões de direitos de transmissão como as maiores fontes de dinheiro.
No primeiro bimestre, o clube registrou R$ 132,562 milhões de custos e despesas operacionais - a maior parte, R$ 101,077 milhões, em gastos com pessoal.
O Timão recebeu R$ 1,698 milhão de receita de cessão e empréstimo de atletas, mas gastou R$ 6,488 milhões na transação de direitos de jogadores.
Incluindo itens não recorrentes, depreciações, amortizações e despesas financeiras (pagamento de juros, financiamentos e outros encargos), chega-se ao déficit de R$ 93,667 milhões.
O chamado passivo a descoberto cresceu de R$ 774,194 milhões em dezembro de 2025 para R$ 869,867 milhões em fevereiro de 2026. Esse indicador significa, em explicação simplificada, que, se o clube vendesse todos os seus bens, ainda continuaria com uma dívida contábil de R$ 869,867 milhões.
Nos balancetes, a diretoria do Corinthians ainda informou que, no meio do ano, fará a revisão do orçamento, como prevê o estatuto.
O orçamento de 2026 aprovado pelo Conselho Deliberativo no fim do ano passado prevê superávit de R$ 12 milhões.
Na última segunda-feira, o Conselho aprovou o balanço de 2025, mesmo com déficit de R$ 143,4 milhões e ressalvas de uma auditoria independente, do Conselho Fiscal e do Conselho de Orientação (Cori).
