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Com show de Danilo, do Botafogo, Brasil derrota a Croácia por 3 a 1

O Brasil fez o suficiente para sair na frente da Croácia no primeiro tempo, embora só tenha conseguido furar a defesa adversária praticamente no último lance.

Conjuntura Online
01/04/26 às 03h34
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Danilo, do Botafogo, comemora seu gol diante da Croácia. (Foto: Reprodução)

 Cinco dias após perder da França no Gillette Stadium, em Foxborough, a seleção brasileira deu sinais de melhora nesta terça-feira (31) e bateu a Croácia por 3 a 1, no Camping World Stadium, em Orlando, no amistoso que fecha a última Data Fifa antes da convocação para a Copa do Mundo.

Entre trocas forçadas e por opção, Carlo Ancelotti escalou o Brasil com seis novidades para o reencontro com a algoz do último Mundial.

Uma das apostas foi a que abriu caminho para o triunfo. Danilo, destaque do Botafogo, coroou a grande atuação com seu primeiro gol pela seleção principal.

Bento no gol, Ibañez na lateral, Marquinhos de volta à zaga, Luiz Henrique e João Pedro no ataque foram as outras novidades do Brasil, que fez um bom primeiro tempo e caiu de rendimento no segundo, a ponto de sofrer o empate em um contra-ataque tal qual em 2022.

Até que Endrick sofreu pênalti que Igor Thiago converteu e deu assistência para Martinelli fechar a conta, no resultado que alivia a pressão no último compromisso antes da lista final.

Agora, Ancelotti reúne as observações durante os meses de trabalho e tem a missão de fechar os 26 convocados para a Copa. O anúncio será em 18 de maio, na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Depois, amistosos contra Panamá, no Maracanã, e Egito, em Cleveland, já nos Estados Unidos, para fechar de vez a preparação.

Brasil domina e sai na frente

O Brasil fez o suficiente para sair na frente da Croácia no primeiro tempo, embora só tenha conseguido furar a defesa adversária praticamente no último lance.

Antes de Danilo abrir o placar, a seleção criou quatro boas oportunidades. O próprio volante do Botafogo chutou prensado aos 20 do primeiro tempo; três minutos depois, ajeitou para Matheus Cunha bater em cima da marcação.

O principal estava por vir. Aos 35, Casemiro desarmou Modric, Cunha lançou João Pedro, mas o atacante do Chelsea parou em Livakovic. O goleiro croata voltou a aparecer em defesa plástica no canto direito, em chute colocado de Matheus Cunha que fatalmente entraria.

Bento, do outro lado, apareceu só uma vez ao defender cabeceio de Vuskovic. O lance, porém, original o gol brasileiro. Após escanteio cortado, Matheus Cunha lançou Vinicius Jr. em profundidade. O atacante do Real Madrid cortou a zaga e rolou para Danilo estufar a rede croata.

A atuação no segundo tempo não foi das melhores. Vinicius Jr., por exemplo, cansou demais logo com 15 minutos e pouco produziu pelo lado esquerdo. Na direita, Luiz Henrique manteve o estilo ousado de partir para cima dos croatas e foi o único a incomodar.

Ancelotti usou a etapa final para dar oportunidades aos reservas. Fabinho e Danilo entraram nos lugares de Ibañez e Casemiro, enquanto Martinelli e Igor Thiago apareceram em campo na sequência, com as saídas de Vinicius Jr. e João Pedro. A 15 minutos fim, novas trocas: Kaiki, Andrey Santos, Rayan e Endrick nas vagas de Douglas Santos, Danilo, Luiz Henrique e Matheus Cunha.

Desconfigurada e com desentrosamento natural, o Brasil tentou acelerar o jogo em busca de novas oportunidades, mas não conseguiu ameaçar o gol da Croácia, que, por sua vez, também aproveitou a reta final da partida para realizar seus próprios testes. Até mesmo Luka Modric, ovacionado de pé pelos pouco mais de 46 mil pagantes, recebeu descanso. Mas nem foi preciso ter o astro para reagir.

A sete minutos do fim do tempo regulamentar, em contra-ataque criado do lado direito quando a partida parecia ganha, o Brasil deu imenso espaço para a escapada croata, que garantiu a igualdade em falha de saída de Bento. Sorte brasileira que, exatamente no lance seguinte, Endrick foi derrubado na grande área, em pênalti confirmado pela arbitragem. Igor Thiago, vice-artilheiro da Premier League, assumiu a responsabilidade e bateu com categoria. Foi seu primeiro gol com a camisa da seleção.

Se já havia sido decisivo no segundo gol, Endrick brilhou novamente nos acréscimos, ao puxar contra-ataque pelo meio e servir Martinelli, que de canhota colocou números finais.

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