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Brasil é atropelado pela Polônia e depende de um milagre para seguir 

Seleção brasileira necessita de combinação improvável para avançar ao mata-mata da Liga das Nações

Conjuntura Online
18/07/26 às 07h59
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Matheus Pinta disputa a bola com o paredão polonês (Foto: divulgação/Volleyball World)

O Brasil perdeu ontem (17) para a Polônia em Chicago (EUA), pela fase classificatória da Liga das Nações Masculina de Vôlei. A seleção canarinho - que não era favorita no duelo - foi derrotada por 3 sets a 0 (25/22, 28/26 e 25/19) e se aproximou da eliminação da VNL.

- Jogamos de igual para igual contra um dos melhores times do mundo. Temos que aprender a minimizar os erros nos momentos importantes, fazer o passe bem feito. Domingo tem jogo contra China, vamos entrar 100% para ganhar. E depois ver o que acontece. Temos que fazer a nossa parte no domingo - declarou Lucarelli.

Nona colocada na tabela, a seleção brasileira, que ficou fora do mata-mata da competição pela última vez em 1991, precisa estar dentre os sete melhores colocados para avançar à fase final. A oitava vaga pertence à China, país-sede da última etapa, em Ningbo, de 29 de julho a 02 de agosto.

O Brasil depende de uma combinação improvável de resultados para continuar sonhando com a fase final. É preciso "secar" Ucrânia, Itália e Bulgária - as duas últimas têm dois jogos a cumprir ainda. E, claro, vencer seu jogo derradeiro, a missão menos difícil desta saga.

O último compromisso do Brasil nesta fase preliminar da VNL será contra os chineses, domingo (19), às 14h (de Brasília). Os adversários ocupam a "lanterninha" da tabela.

O jogo

Azarão diante da Polônia, o Brasil começou bem o duelo desta sexta-feira. Lucarelli e Darlan comandaram a seleção diante da equipe que foi vice-campeã olímpica em Paris 2024. Os pupilos do técnico Bernardinho passaram boa parte do set à frente no placar, mas na reta final o confronto ficou acirrado.

Naturalizado polonês e dono do recorde de saque mais rápido do mundo, o cubano Leon entrou na reta final do primeiro set, e a Polônia empatou o jogo em 18 a 18. A igualdade durou até 21 a 21, quando os poloneses encaixaram dois pontos consecutivos e se aproximaram da vitória.

Matheus Pinta converteu uma bola para o Brasil e reduziu a distância para um ponto. Ele foi o encarregado de sacar, mandou para fora e "deu" o set point aos adversários. Com um ataque avassalador de Fornal, a Polônia fechou em 25 a 22.

Diferentemente do primeiro set, o Brasil começou desconectado na segunda parcial. Rapidamente, a Polônia assinalou 3 a 0 e se manteve em vantagem durante todo o período. O Brasil reagiu, reduziu a diferença e empatou pela primeira vez no set: 20 a 20.

No momento mais importante do jogo, o Brasil anotou a virada em um erro da Polônia. Os rivais, porém, pediram revisão de vídeo e conseguiram pontuar pois a imagem mostrou um toque de Flávio no bloqueio: set point a favor dos atuais campeões da VNL.

No lance mais inusitado do duelo, Cachopa levantou para Flávio. O central, sozinho, escorregou, sem que o levantador notasse. O Brasil desperdiçou o ponto, e Flávio ficou indignado com a situação.

No ponto derradeiro, Cachopa e Pinta titubearam em uma bola que caiu entre eles. O levantador utilizou o pé, mas não salvou. A Polônia fechou em 28 a 26.

O Brasil cometeu muitos erros, e os vacilos se refletiram na vantagem polonesa. Com 2 a 0 no placar, a Polônia continuou atuando em alto nível no terceiro set e construiu uma margem favorável com tranquilidade. Sob o comando de Boladz e Fornal, a Polônia liquidou o Brasil por 25 a 19. (Com ge)

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