A defesa do Botafogo ganhou corpo nesta janela de transferências. O clube acertou com Lucas Monzón, que já até jogou de titular, e Arthur Chaves, apresentado nesta terça-feira. Com as chegadas, a expectativa é reduzir os problemas no setor e a média de gols sofridos.
Antes das chegadas, o Botafogo perdeu Barboza, vendido para o Palmeiras, e Bastos, que rescindiu depois de uma sequência de lesões e um início de ano ruim. Sem os zagueiros dos títulos de 2024, o clube precisou se reinventar.
Ao todo, foram 40 gols sofridos no Brasileirão. É claro que nem tudo deve ser apontado para os zagueiros.
Durante o ano, o Botafogo conviveu com a instabilidade no gol e teve cinco titulares até aqui. Neto, Léo Linck e Raul deixaram o clube, e agora Gabriel Batista e Warleson disputam posição.
Na zaga, Ferraresi e Justino tiveram bons momentos nos primeiros jogos do retorno do futebol brasileiro após a pausa para a Copa do Mundo. Com a sequência negativa no Brasileirão (o Botafogo não vence desde julho), a balança pesou contra o jovem Justino. Ele oscilou em alguns jogos e teve atuações negativas.
O interino Rodrigo Bellão chegou a experimentar um sistema com três zagueiros em que tinha Marçal improvisado na posição. As lesões de Alex Telles e Paulinho obrigaram o treinador a colocar Marçal de volta na lateral-esquerda, e a formação voltou a ter quatro defensores.
Quem ganhou espaço foi Lucas Monzón, contratado nesta janela de transferências. O uruguaio foi titular no empate por 0 a 0 com o Palmeiras, no domingo. Elogiado, pode manter a vaga para o próximo confronto, contra o Bragantino.
A zaga ganhou corpo também com outra chegada. Apresentado nesta terça-feira, Arthur Chaves era um dos alvos do clube para a posição e deixou o Hoffenheim, da Alemanha. Ele está regularizado no BID da CBF e pode estrear.
O Botafogo é o 14º colocado do Brasileirão, com 31 pontos. Neste sábado, às 20h30, enfrenta o Bragantino no Nilton Santos pela 27ª rodada da competição. (Globo Esporte)
