Entre a noite de sábado (14) e a madrugada de domingo (15), a Passarela do Samba, em Corumbá, foi tomada pela energia dos blocos carnavalescos. Com enredos que exaltaram o Pantanal, a história local e personalidades da cidade, as agremiações transformaram a avenida em um espetáculo de cores, ritmo e participação popular.
O Bloco Afro Samba Reggae abriu os desfiles com o enredo “O Rei Tuiuiú e a Princesa Vitória-Régia”, destacando a preservação do bioma pantaneiro. Em seguida, o Águia da Vila exaltou as belezas e símbolos de Corumbá, enquanto o tradicional Clube dos Sem homenageou o fotógrafo Carlinhos Grezzi, reunindo diferentes gerações na avenida.
Celebrando 60 anos, o Flor de Abacate comemorou seu Jubileu de Diamante e reforçou a defesa do carnaval popular. Os Intocáveis levaram ao público uma reflexão sobre infância e tecnologia. Já o Praia, Bola e Cerveja prestou tributo ao radialista Jonas de Lima, conhecido como “a voz da multidão”.
O bloco Arthur Marinho homenageou a senadora Soraya Thronicke, enquanto o Bola Preta, fundado em 1969, apresentou o enredo “A Viagem no Tempo”, em um desfile marcado por nostalgia. O Oliveira Somos Nós destacou a trajetória do empreendedor Iverton Saraiva, reunindo cerca de mil foliões.
Entre os destaques da noite, o Nação Zumbi exaltou a cultura afro-brasileira ao homenagear Wellington Provenzano, o Juruna, com cerca de 1.200 componentes. Encerrando os desfiles, o Vitória Régia reverenciou o carnavalesco Valdir Gomes, celebrando tradição e legado cultural.
Com diversidade de temas e homenagens, os blocos reafirmaram a força do Carnaval de Corumbá como um dos mais expressivos do Centro-Oeste. Os jurados avaliam Melodia/Samba-Enredo, Bateria, Harmonia e Evolução. A apuração das notas ocorre na quarta-feira de cinzas.
