A Revista Panenka, conhecida publicação esportiva da Espanha, apontou o Bangu como um dos 10 maiores clubes de bairro do mundo em sua edição mais recente.
A equipe carioca, fundada em 1904, é citado ao lado de clubes como Boca Juniors e os europeus Besiktas (Turquia), Fulham (Inglaterra) e Rayo Vallecano (Espanha), entre outros.
O Bangu é nascido no bairro de mesmo nome, na Zona Oeste do Rio de Janeiro e já tem 122 anos. Duas vezes campeão carioca (1933 e 1966) e uma vez vice-campeão nacional, em 1985, quando foi superado pelo Coritiba na decisão.
O clube, fundado por operários da Companhia Progresso Industrial do Brasil, alega ter sido o primeiro clube do país a escalar um jogador negro em partida oficial: Francisco Carregal, aos 16 anos, em 1905. A Ponte Preta "duela" com o clube carioca na briga por este protagonismo.
"Esse reconhecimento da Panenka não nos surpreende — surpreende quem ainda não conhece a história do Bangu", afirma Luciana Lopes, diretora jurídica e gestora do clube, sem falsa modéstia.
Ela é filha do atual mandatário da FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), Rubens Lopes, que já ocupou o cargo anteriormente. Ela exalta a história alvirrubra e projeta o futuro:
"Representamos uma comunidade inteira e carregamos 122 anos de história".
Um 2026 de reconstrução
Embora não tenha calendário nacional nesta temporada, o ano é positivo para o Bangu. O clube foi rebaixado no Carioca de 2025, mas ganhou a Série A2 no mesmo ano, evitando que o rebaixamento fosse sacramentado. No Estadual deste ano, terminou em sexto lugar e ficou com o vice-campeonato da Taça Rio. Os resultados garantiram ao time da Zona Oeste lugar certo na Copa do Brasil e na Série D do Brasileirão de 2027.
Os 10 clubes citados pela revista espanhola :
Bangu (Brasil)
Besiktas (Turquia)
Boavista (Portugal)
Boca Juniors (Argentina)
CE Europa (Espanha)
Chievo Verona (Itália)
Cukaricki (Sérvia)
Fulham (Inglaterra)
Rayo Vallecano (Espanha)
Saint Pauli (Alemanha)
