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Esportes

Atlético-MG cobrou Vorcaro sobre origem dos R$ 300 mi na SAF

O investimento feito pelo banqueiro levantou suspeitas do clube após operação Carbono Oculto

Conjuntura Online
06/03/26 às 10h19
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Daniel Vorcaro, do Banco Master (Foto: Reprodução)

A SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Atlético Mineiro cobrou do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, esclarecimentos acerca da origem de um investimento de R$ 300 milhões pelo empresário no clube.

A cobrança veio através de notificação, em outubro de 2025, direcionada formalmente a Vorcaro e ao fundo Galo Forte, usado por ele para comprar uma parte do Atlético-MG.

Na mensagem, o clube deu ao banqueiro 48 horas para prestar informações sobre todos os beneficiários do fundo além de Vorcaro e sobre os demais fundos que também faziam parte da cadeia de participação.

Os investimentos em questão foram feitos em 2023 e em 2024. Na primeira data, Vorcaro investiu R$ 100 milhões no clube, e, depois, mais R$ 200 milhões.

Com os R$ 300 milhões totais, o fundo Galo Forte se tornou detentor de 26,88% da Galo Holding S.A.

Na notificação, o clube citou a operação Carbono Oculto, da PF (Polícia Federal), que investigou a ligação de empresários de postos de combustíveis e fintechs com o PCC (Primeiro Comando da Capital), uma das maiores organizações criminosas do Brasil,

“Recentemente, em razão de desdobramentos da operação denominada Carbono Oculto, circulou na mídia a indicação de que o Galo Forte seria, ao fim e ao cabo, controlado por fundos que teriam, alegadamente, algum envolvimento com crimes de lavagem de dinheiro”, diz a mensagem.

A notícia que teria circulado “na mídia” foi publicada por Estadão e Sport Insider. Segundo a reportagem, o investimento de Vorcaro partiu de fundos suspeitos de ligação com o PCC.

A SAF afirmou ainda que a possibilidade de o Galo Forte ser controlado por outros fundos surpreendeu o clube, já que era uma informação diferente da prestada anteriormente por Vorcaro: a de que ele seria o único beneficiário.

Em consulta ao site da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a SAF do Atlético verificou de que a informação de que Vorcaro era o único beneficiário era “mesmo incorreta”, e que o fundo tinha dois subscritores: uma pessoa física e um outro fundo de investimento.

O que dizem os citados
Procurado pela CNN, o Atlético Mineiro afirmou que já havia se posicionado sobre esse assunto em 16 de janeiro de 2026.

Na data, o clube divulgou nota destacando que o fundo Galo Forte é um “veículo de investimento devidamente constituído e regular, com funcionamento em conformidade com a legislação vigente e registrado na CVM”.

Reforçou ainda que não participa da gestão do fundo e que também não interfere na sua estrutura ou nas suas operações financeiras.

O time acrescentou que Vorcaro foi afastado do Conselho de Administração da SAF e que não exerce mais função administrativa ou de governança na entidade.

A defesa de Vorcaro decidiu não se manifestar sobre o caso.

O banqueiro foi preso em novembro de 2025, mas solto logo depois, fazendo o uso de tornozeleira eletrônica.

Vorcaro foi preso novamente na última quarta-feira (4), suspeito de tentar atrapalhar as investigações relacionadas ao Master. O empresário teria feito uma ofensiva contra envolvidos e testemunhas ligadas ao caso. (Com CNN - Brasília)

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