Os preços ao produtor no Brasil subiram ?0,34% em janeiro diante da ?pressão do setor de metalurgia, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (4).
A segunda alta mensal depois de 10 meses seguidos de deflação levou o índice acumulado em 12 meses a uma queda ?de 4,33%. Em ?dezembro, o IPP (Índice de Preços ao Produtor) havia ?subido 0,14%.
Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE ?apontou que 15 tiveram altas ?de preços na comparação mensal. As ?quatro ?variações mais intensas foram registradas por metalurgia (2,73%), impressão (2,73%), outros ?produtos químicos (1,70%) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (1,67%).
Murilo Alvim, gerente do IPP no IBGE, disse que a ?maior influência ?da metalurgia ?se deve ao aumento dos preços dos metais não ferrosos.
"Assim como ocorreu no mês passado, essa alta (da ?metalurgia) foi puxada, principalmente, ?pelo aumento dos preços dos metais não ferrosos, dessa vez com ?destaque para os derivados do ouro, que teve sua cotação impulsionada por aumentos da demanda pelo ativo, e dos derivados do cobre, que têm estado com ?um déficit de oferta e baixo estoque”, disse ele.
O setor de alimentos, que exerce o maior ?peso no índice, teve recuo de 0,17% em janeiro, nona deflação seguida, acumulando em 12 meses queda de ?9,84%, com destaque para açúcares.
O IPP mede a variação ?dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. (Com CNN)
