O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8), mostrou um aumento na estimativa para a inflação brasileira pela 13ª semana seguida.
Os analistas financeiros do BC {Banco Central}, apontaram para uma leve alta do IPCA `{Índice de Preços ao Consumidor Amplo} de 0,02 p.p. (ponto percentual) em relação à última divulgação, ficando em 5,11%.
Na última quarta-feira (3), o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição enxerga pressões de demanda em indicadores de inflação no Brasil, que refletem, principalmente, na renda e no consumo das famílias.
Durante um evento no Fórum de Lisboa, o presidente mencionou que o choque de oferta provocado pela guerra no Oriente médio, tende a elevar preços, ampliando a sensação de desconforto das famílias.
"As pessoas estão menos focadas em qual é o IPCA, qual é o IGP, mas sabem muito bem quando está custando o leite, quanto está custando a carne", afirmou.
Além da inflação, o boletim também elevou a projeção para o PIB {Produto Interno Bruto} brasileiro em 2026. No relatório, o índice teve uma alta tímida em relação à última semana, indo de 1,90% para 1,91%.
A estimativa para os próximos dois anos, no entanto, ficou em linha com a divulgação anterior, mantendo o crescimento interno no país em 1,70% para 2027 e 2% para 2028.
Nesta semana, a taxa básica de juros também voltou a demonstrar uma expectativa mais alta do que as últimas semanas. Desta vez, o mercado apontou para uma Selic em 13,50%, alta de 0,25 p.p. em relação à divulgação anterior.
A alta também está presente na projeção para 2027 ficando em 11,50%. Para 2028, a expectativa seguiu em 10%, semelhante a semana passada.
Apesar da alta na maior parte dos índices, o câmbio demonstrou queda na publicação desta semana. Para o BC, a moeda deve encerrar 2026 em R$ 5,15, alta de 0,01 p.p. em relação à divulgação anterior.
A queda também foi vista na projeção para 2027, caindo para R$ 5,20. Para 2028, o câmbio seguiu em R$ 5,30. {Com CNN- SP}
