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Ibovespa vira para alta com incertezas da guerra e o dólar sobe 

Assim como as demais bolsas ao redor do mundo, o Ibovespa tende a ter pregão pressionado por conflito no Oriente Médio, enquanto dólar vai a R$ 4,98

Conjuntura Online
20/04/26 às 12h35
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Ilustração de um gráfico de ações derretendomercado financeiro - circuit breaker - Ibovespa - bolsa (Foto: Ilustração gerada por IA)

Na contramão da maioria das bolsas ao redor do mundo, o Ibovespa parece poder se desvencilhar da pressão negativa do conflito no Oriente Médio nesta manhã (20).

A disparada de mais de 5% dos preços do petróleo tende a favorecer as ações da Petrobras e outras petroleiras listadas na Bolsa de Valores, a B3. Contudo, a boa dos papéis do Ibovespa cedem nesta segunda-feira, limitando os ganhos.

Depois de iniciar o dia com altos e baixos, o principal índice da B3 estabilizou em alta de 0,26%, atingindo 196.233 pontos.

Os preços do petróleo respondem ao fechamento do Estreito de Ormuz por parte do Irã, diante da manutenção o bloqueio naval dos EUA a navios iranianos, com um cargueiro tendo sido apreendido.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, declarou nesta segunda-feira que Teerã não tem planos, no momento, para uma nova rodada de negociações mediada pelo Paquistão, segundo a agência iraniana Tasnim.

"As ações da Petrobras e demais petrolíferas devem recuperar terreno após as quedas da sexta, compensando o efeito da maior aversão ao risco no Ibovespa", afirma o economista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, lembrando que a Bolsa passou por uma realização de lucros moderada nas últimas três sessões.

Bolsas internacionais oscilam e sentem peso do conflito
A valorização da commodity tem potencial para, ao menos, limitar o contágio do mau humor das bolsas em Wall Street sobre a Bolsa brasileira.

Às 12h21 (de Brasília), o Dow Jones caía 0,20%, enquanto o S&P 500 se desvalorizava em 0,37%, e o  Nasdaq perdia 0,90%.

A Europa, por sua vez, tem os ganhos limitados por temores relacionados à guerra. No início da tarde, a Bolsa de Londres caía 0,70%, enquanto a de Paris perdia 1,22% e a de Frankfurt tinha baixa de 1,23%.

Já as de Milão e Madri tinham quedas de 1,47% e 1,45%, respectivamente, e a de Lisboa cedia 0,17%. No mesmo horário, o índice pan-europeu Stoxx 600 tinha baixa de 0,97%, a 620 pontos.

As bolsas asiáticas foram as únicas, até o momento, que indicaram algum movimento positivo. Em Tóquio, o índice japonês 0,6%, enquanto o sul-coreano Kospi fechou em alta de 0,4% em Seul.

O índice de Hong Kong ganhou 0,8% e o Taiex registrou ganho de 0,4% em Taiwan. Na China continental, o Xangai Composto teve alta de 0,8%, mas o Shenzhen Composto subiu 0,7%. Na Oceania, a bolsa australiana ficou perto da estabilidade: 0,07% em Sydney.

Boletim Focus pode influenciar o Ibovespa hoje
Internamente, a agenda de indicadores e eventos é fraca nesta segunda-feira, apenas com o Boletim Focus em destaque. O relatório de Banco Central, apontou um avanço na expectativa de inflação para 2026, pela 6ª semana consecutiva. O mercado espera que o ano terminará com um IPCA a 4,80%.

A Selic segue no centro das atenções. O mercado passou a projetar a taxa básica de juros em 13% para 2026, elevação de 0,50 ponto percentual em relação à estimativa anterior. Atualmente, a Selic está em 14,75%.

O mercado tende a digerir mal a piora das estimativas de inflação e Selic e um eventual impacto sobre a curva de juros também pode respingar sobre a Bolsa.

Dólar continua em queda
O dólar segue rodando perto da estabilidade ante o real, cotado a R$ 4,98 (variação positiva de 0,07%). O mercado de câmbio foca nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Após avanço das conversas entre EUA e Irã na semana passada, com reabertura do canal de Ormuz, levando à redução dos preços do petróleo, as tensões voltaram a se elevar no final de semana com novo fechamento do canal e nova disparada da commodity.

O tema domina as atenções em uma semana com a agenda de dados mais limitada, afirma a equipe de economistas do Departamento de Pesquisa Econômica do Banco Daycoval em relatório.

Ainda assim, a expectativa é de algum efeito positivo do aumento do preço do petróleo no setor exportador brasileiro. (Com CNN)

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