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Com Tereza Cristina o PP pede passagem

13/11/2023 - 10h43

A NOVELA: Mais um ano terminando sem o Governo Federal definir o futuro da indústria de fertilizantes (UFN3) em Três Lagoas. Curioso é que ninguém questiona como foi o seu planejamento; se ela era viável economicamente. Iniciada em 2011 na gestão do PT, volta a depender de seu idealizador. O cancelamento da esperada visita das autoridades ao MS foi uma ducha fria. A UFN3 pode virar sucata de ferro velho.


A FARRA: Como é fácil gastar o dinheiro público neste país! O desperdício tem sido uma constante ao longo dos governos. Obras de viabilidade duvidosa que servem aos interesses políticos ocasionais consomem milhões e as vezes nem são concluídas. O caso da UFN3 é apenas mais exemplo. Nós temos interesse na sua conclusão, mas ela atenderia a agenda da economia ou da política? Eis a questão.


ALERTA: Bolsonaro dançou ao infringir o artigo 22 da Lei Complementar 64/1990 beneficiando-se da estrutura estatal no processo eleitoral. Um aviso aos prefeitos candidatos a reeleição - futuros alvos de vigilância de adversários e da justiça. Perder faz parte do processo, mas ganhar nas urnas e não levar por abusos e bobagens é ruim.


COMPLICADO: Como se deve portar o prefeito em ano de reeleição? Engessado? Nada pode? A inauguração do hospital, por exemplo, seria discreta e o discurso de conteúdo limitado, sem frases de efeito político? Faixas e cartazes, nem pensar! Mas há situações inerentes ao exercício institucional do cargo. Um deputado estadual ironizou: “Seria o caso do Promotor de Justiça sentar na cadeira do prefeito”.


UM LEÃO! O governador Riedel (PSDB) impressionando por onde passa, quer pelo seu preparo no trato dos mais variados assuntos e pela sua disposição física. Aliás, ele tem comparecido as solenidades e eventos oficiais, viajado pelo interior, Brasília e ao exterior. Há pouco foi aos ‘States’ num ‘bate-volta’ e em seguida participou de corrida no Parque dos Poderes.


SINAL AMARELO: Para o deputado Pedrossian Neto (PSD) as finanças do país não vão bem. Dados dos 26 Estados e do Distrito Federal provam que a receita tributária despencou 7,8% comparativamente ao primeiro semestre de 2022. No MS tivemos o aumento da receita de 2,7% mas os gastos aumentaram 11,6% com aumentos aos funcionários e investimentos. Em São Paulo, Minas e Rio de Janeiro o quadro é pior.


CONCLUSÕES: Com exceção do setor supermercadista, construção e farmácias, quem mais está faturando? Quem anda – por exemplo – pelo centro comercial de Campo Grande constata facilmente as dificuldades. Faltam compradores e há carência de estoque. Se o comércio não vende o Estado não arrecada. A conclusão é óbvia.


TEREZA & ADRIANE & ALAN: As costuras unindo as 3 lideranças mexem com o tabuleiro político e vitaminam especulações. Será também o grande teste para a senadora Tereza Cristina provar sua liderança e a capacidade de articulação nas duas bases eleitorais mais importantes do MS. Mas ainda é cedo para arriscar projeções.


NOVIDADE: Ao deixar o União Brasil e ingressando no PP Ednei Miglioli mostra o dinamismo da política. Após passar pela Secretaria de Obras do Estado, Sanesul e MSGás, assume a Secretária de Infraestrutura da capital. Na escolha pesou o lado técnico, embora ele tenha disputado o Senado em 2018 com 347 mil votos e tentado a Câmara Federal em 2022 com 9.560 votos.


NO DESERTO: O deputado Geraldo Resende (PSDB) defende o debate de ideias para escolha do candidato a prefeito de Dourados. Tese que não faz eco na pratica. Não se faz política assim. Para sobreviverem, os partidos e políticos precisam disputar eleições. É da democracia. Quanto mais candidatos, mais opções para o eleitor escolher.


ENEM & POLÊMICA: O jogo ideológico nas provas do Enem. ‘Sobrou’ até para a agroindústria e por extensão à Embrapa devido as suas pesquisas dos biocombustíveis que estaria prejudicando os ‘camponeses’. Pode? Negar a importância econômica e social do agronegócio e das pesquisas é negar o óbvio. O Ministério da Educação não pode negar a ciência.


ESTRATÉGIA: A meta do PT é eleger Vander Loubet ao Senado. Assim estaria disposto a fazer acordos e tudo mais da velha política. No sexto mandato na Câmara, Vander tem se dedicado em viabilizar emendas aos municípios e agora dedica atenção à capital, onde tem dificuldades eleitorais. O jogo está sendo jogado e Vander, como se diz, ‘quer comer pelas beiradas’.


LEVY DIAS: Sempre agradável o papo com o ex-deputado estadual, prefeito da capital, deputado federal e senador. Aos 85 anos ele está ativo à frente de sua empresa de suinocultura e recupera-se pelas perdas do filho Levy (39) e do irmão Davi (87) em 2021- vítimas da Covid. Por tudo que fez, nosso eterno prefeito não pode ser esquecido.


MUDANÇAS: Acomodar interesses políticos é normal nas administrações. No saguão da Assembleia Legislativa fala-se que o secretario Pedro Caravina (PSDB) pretende assumir seu mandato de deputado estadual face aos compromissos na sua base eleitoral e o deputado João Cesar Mattogrosso assumiria uma secretaria. Tudo ainda no terreno das hipóteses.


NA INTERNET: Os abusos se multiplicam. As redes sociais se tornaram parte integrante do cotidiano e da própria personalidade das pessoas. Há um ambiente propício a disseminação de mensagens injuriosas que afetam a moral do ofendido. Claro, é crime, mas a justiça é morosa, a reparação pode não alcançar o desejado. Portanto, é preciso ter cautela nestas relações virtuais.


DESAFIOS: Temas controversos: a liberação das drogas e seu combate. Das grandes cidades às pequenas comunidades o problema existe. Todas as tentativas para acabar com as ‘cracolândias’ no país não surtiram efeito. Os 3 Poderes não podem ignorar esse fantasma devastador que consome vidas e destroça famílias. O futuro nos acena como simplesmente assombroso.


LUCAS DE LIMA: Os fatos políticos vão acontecendo naturalmente. O nome do deputado do PDT aparece bem nas pesquisas prefeiturais da capital. Sua popularidade em alta – acabou inclusive virando tema de escola de samba para o próximo carnaval. Lembrando: A política nem sempre reproduz as teorias complexas de sociólogos presos aos seus gabinetes.


RETROVISOR DA HISTÓRIA: Em 1542- pós ter conquistado o Peru ao lado de Francisco Pizarro, Francisco Orellana cruzou a inóspita Cordilheira dos Andes e por 7 meses navegou rio abaixo pelos 6.992 kms do rio Amazonas até sua foz (Que loucura!). Quase 100 anos depois, para confirmar essa ligação fluvial do Oceano Atlântico com o Peru, o navegador português Pedro Teixeira saiu de Belém, subiu o Amazonas (imagine as dificuldades!), chegou a Quito e depois foi a Guayaquil. Verdadeiros heróis da história e pouco lembrados.


JUSTIFICATIVA: A internet tem duas janelas: numa o cidadão tem maiores chances de pesquisar e alargar seus conhecimentos culturais sobre diferentes assuntos. Na outra vertente – que tem sido mais usual – as pessoas perdem tempo com temas fúteis e passam ao largo de pesquisas sobre questões científicas e históricas.

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