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Palocci diz que Instituto Lula recebeu R$ 4 milhões da Odebrecht

Ex-ministro foi interrogado em Curitiba, em ação que investiga se empreiteira deu como propina um terreno e um imóvel para o ex-presidente

06/09/2017 - 18h25

PR

O ex-ministro Antonio Palocci disse, em depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta quarta-feira (6), que o Instituto Lula recebeu R$ 4 milhões da Odebrecht e que havia uma espécie de "pacto de sangue" entre o PT e a empreiteira, que previa o pagamento de R$ 300 milhões ao partido. Segundo os advogados do ex-ministro, Palocci disse que os R$ 4 milhões foram dados em espécie.


O ex-ministro dos governos petistas também afirmou a Moro que Lula sabia da compra de um terreno para o Instituto Lula e de um imóvel vizinho ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo.


"Em 2012, 2013, eu volto a tratar de alguns recursos a pedido do ex-presidente Lula. Tem um episódio, que o Marcelo [Odebrecht] relatou, que é verdadeiro. É um pedido que eu fiz a ele, de R$ 4 milhões pro Instituto Lula. Isso é verdade", afirmou Palocci.


"O Paulo Okamotto me pediu para que eu ajudasse ele a cobrir o final de ano do instituto, que faltava recurso. Acho que foi meio para o final de 2013, começo de 2014. Ele tinha um buraco nas contas, me pediu para arrumar recursos. Eu fui ao Marcelo Odebrecht. Eu ia viajar para o exterior, ele disse que precisava com muita urgência. A ideia dele era que eu procurasse várias empresas. Eu disse: 'Não posso, vou procurar só o Marcelo'. Pedi R$ 4 milhões", detalhou o ex-ministro a Moro.

Lula durante protesto em São Paulo no dia 20 de julho de 2017 (Foto: Divulgação )

"Em 2012, 2013, eu volto a tratar de alguns recursos a pedido do ex-presidente Lula. Tem um episódio, que o Marcelo [Odebrecht] relatou, que é verdadeiro. É um pedido que eu fiz a ele, de R$ 4 milhões pro Instituto Lula. Isso é verdade", afirmou Palocci.


"O Paulo Okamotto me pediu para que eu ajudasse ele a cobrir o final de ano do instituto, que faltava recurso. Acho que foi meio para o final de 2013, começo de 2014. Ele tinha um buraco nas contas, me pediu para arrumar recursos. Eu fui ao Marcelo Odebrecht. Eu ia viajar para o exterior, ele disse que precisava com muita urgência. A ideia dele era que eu procurasse várias empresas. Eu disse: 'Não posso, vou procurar só o Marcelo'. Pedi R$ 4 milhões", detalhou o ex-ministro a Moro.

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