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André assume comando do PMDB dia 18 e deve anunciar planos de sobrevivência

Indefinido e desgastado, partido está dividido entre candidatura própria ou apoio ao projeto de reeleição do governador Reinaldo Azambuja (PSDB)

09/11/2017 - 09h06

Conjuntura Online

André não deve ter o apoio de Mochi (Foto: Divulgação )

O ex-governador André Puccinelli assumirá o comando do PMDB em Mato Grosso do Sul no próximo dia 18, quando deve também anunciar planos de sobrevida política para um partido desgastado e dividido entre candidatura própria e apoio ao projeto de reeleição do governador Reinaldo Azambuja (PSDB). 


Principal expoente do partido no Estado, o próprio André Puccinelli tem dúvidas sobre sua participação na campanha do ano que vem diante do clima tenso envolto às investigações das operações Lama Asfáltica e Java Jato que investigam acusações sobre suposto desvio milionário de recursos públicos. 


Na dúvida, o líder político resolveu repatriar o prefeito de Costa Rica, Waldeli dos Santos Rosa (PR), bem avaliado nas pesquisas de intenções de voto para o governo, para lançá-lo candidato ao Parque dos Poderes como plano B na eventualidade de seu projeto não prosperar. 


Indefinido e desgastado, o PMDB tem nomes de peso para o confronto do ano que vem, como os senadores Waldemir Moka e Simone Tebet. No entanto, nenhum deles quer correr o risco sabendo das limitações e deficiências do grupo político num cenário conturbado que envolve ainda os escândalos do governo do presidente Michel Temer (PMDB-SP). 


Para analistas, com a popularidade do presidente da República em declínio só atrapalha os planos do partido em nível nacional e nas bases, como é o caso de Mato Grosso do Sul, onde o deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) se destaca negativamente como um dos integrantes da tropa de choque do Palácio do Planalto. 


Além do mais, o partido não deve ter o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Junior Mochi, compromissado com o projeto de reeleição de Reinaldo Azambuja. 


Amigo do governador desde quando foram prefeitos num mesmo mandato (Maracaju e Coxim) e dirigentes da Assomasul, Mochi até tem defendido publicamente a ideia de candidatura própria, mas os próprios correligionários sabem de suas convicções políticas e de sua lealdade.


Apesar de seu posicionamento público, Mochi articula nos bastidores para levar o PMDB para o palanque do candidato tucano. 


RECONCILIAÇÃO 


Aliás, a reconciliação entre os dois grupos políticos, segundo leitura de analistas, seria fatal para os planos dos adversários que se movimentam de olho no governo em 2018. O PDT, por exemplo, promove no sábado (11) ato de filiação do juiz aposentado Odilon de Oliveira, com a ideia de vender sua candidatura como uma espécie de reserva moral e salvador da pátria. 


Escoltado por agentes policiais, Odilon já desfila na passarela política ladeado pelo deputado federal Dagoberto Nogueira, presidente regional do PDT. 


Na esteira das articulações políticas, os deputados federais Zeca do PT e Vander Loubet estiveram dia desses conversando com o ex-prefeito de Dourados, Murilo Zauith (PSB), que, segundo eles, é um bom nome tanto para postular o governo ou o Senado. 

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