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Maioria dos prefeitos faz malabarismo para pagar os servidores, diz Caravina

As 79 prefeituras de MS aguardam liberação de R$ 58,720 milhões do auxílio financeiro reivindicado pelo movimento municipalista. 

13/11/2017 - 07h39

Assomasul

Presidente da Assomasul, Pedro Caravina (Foto: Edson Ribeiro )

Em entrevista nesta segunda-feira (13) ao Bom Dia MS, da TV Morena, o presidente da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Pedro Caravina (PSDB), previu dificuldade no fechamento das contas públicas, na eventualidade de o governo federal não liberar recursos adicionais às prefeituras no fim do ano. 


Caravina falou inclusive sobre a possibilidade do não pagamento do 13º salário dos servidores municipais por parte de alguns municípios, cujos prefeitos, segundo o dirigente, não dispõem de dinheiro em caixa para honrar com esse e outros compromissos. 


Ele observou que alguns municípios que receberam repasse referente à arrecadação do ITR (Imposto Territorial Urbano) de outubro terão condições de separar boa parte do valor para pagar o funcionalismo. No entanto, acredita que maioria terá dificuldade de cumprir esse compromisso. 


“A maioria está tendo de fazer malabarismo, deixando de pagar fornecedor, deixando de honrar alguns compromissos para cumprir a prioridade que é pagar o funcionalismo”, afirmou, adiantando que no próximo dia 22 os prefeitos vão a Brasília pressionar o governo federal a liberar verbas extras às prefeituras. 


O dirigente se referiu a mobilização nacional organizada pela CNM (Confederação Nacional de Municípios) com objetivo de garantir o repasse do chamado AFM (Apoio Financeiro dos Municípios), cujo repasse emergencial é estimado em R$ 4 bilhões para distribuição proporcional entre os municípios brasileiros.


Pelos cálculos da CNM, as 79 prefeituras de Mato Grosso do Sul terão direito a R$ 58,720 milhões do auxílio financeiro reivindicado pelo movimento municipalista. 


A reivindicação é que o repasse dos valores seja feito por meio do FPM, a exemplo da medida emergencial feita anteriormente, sem vinculações e sem desconto do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica).


“No dia 22 deste mês, tem uma marcha a Brasília por convocação da CNM, onde vamos pressionar o governo para liberar o chamado auxílio financeiro. O último auxílio foi liberado em 2014. Em 2015 e 2016, não recebemos esse auxílio, então estamos indo em busca na tentativa de liberar esses recursos”, acrescentou.


Questionado sobre a possibilidade de o dinheiro não sair diante da crise econômica enfrentada também pelo governo federal, Caravina prevê uma situação complicada por parte dos administrares públicos visando o fechamento das contas em dezembro. 


“Sim, com certeza, não pagar o 13º ou também não fechar suas contas, não conseguir pagar suas contas do ano e ter que empurrar para 2018. Diferente do governo federal, os municípios não têm essa prerrogativa porque, mesmo que você não pague (as contas), tem que ter dinheiro em caixa em 2018 para comprovar esse gasto de 2017. Então, é uma situação bastante complicada”, lamentou. 


FPM 


A mobilização também cobrará a liberação, para o dia 10 de dezembro, do repasse extra de 1% do FPM como parte da Lei Complementar 55/2007, que no ano passado rendeu aos municípios de Mato Grosso do Sul mais de R$ 56 milhões. A previsão para este ano é de um repasse em torno de R$ 60 milhões. 

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