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Corporativismo político sem limites, segue a avacalhação

02/12/2016 - 09h11

Manoel Afonso

DESAFIO Se o presidente Michel Temer (PMDB) não vetar – caso o Senado aprove o projeto bizarro da Câmara, o país irá culpá-lo e perderá o apoio das ruas. Mas se  vetar perderá o apoio parlamentar e seu governo vai para o beleléu. Parafraseando o  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso: ‘Temer – é o que temos’.


TRÁGICO É o termo que resume o final do governo do prefeito Alcides Bernal (PP). Campo Grande ‘as traças’. Ele vendeu ilusões no rádio e foi incapaz como político e gerente. Por onde passou na política só criou atritos e não agregou compartilhamentos.


O QUADRO acena com problemas futuros para o atual prefeito. A fala do conselheiro Waldir Neves (TCE-MS) sugerindo devassa pela futura administração descreve bem a situação. Enquanto isso a população sofre contando os dias para esse suplício terminar.


PERGUNTA-SE:  Quanto tempo será necessário para a nossa capital entrar nos eixos e funcionar como antes da atual gestão? Difícil responder.  Infelizmente a situação do país será mais um ingrediente a dificultar essa reabilitação a médio prazo pelo menos.  


DELÍRIO 57 anos no poder. Mais de 100 mil opositores mortos, entre eles intelectuais  e homossexuais. Apesar da proibição de sindicatos, imprensa livre e partidos políticos,  muitos insistem em cultuar a imagem do ditado cubano Fidel Castro.  Tem dó – vai!


MARA CASEIRO Pela coragem assumindo  posição em questões delicadas, coerência na tribuna, assiduidade e participação nas sessões e comissões parlamentares, ela é a deputada  que mais se destacou em 2016 na Assembleia Legislativa. É a opinião compartilhada pela maioria dos jornalistas que cobrem aquela casa de leis.


PRESIDÊNCIA As pretensões do deputado Beto Pereira (PSDB) são legítimas, mas hoje inoportunas. O Governo não quer criar arestas políticas neste cenário de incertezas. Aí, a reeleição do deputado Jr. Mochi (PMDB) para a presidência e do deputado Zé Teixeira (DEM) para a 1ª. Secretaria está consolidada.


‘OUTRO LADO’ Longe dos holofotes, o ex-ministro do STF – Joaquim Barboza – confirma as suspeitas de incoerência. Deu para criticar o impeachment da presidente Dilma e soltar farpas contra o Governo. Ora! Ele não aproveitou quando o cavalo passou encilhado. Agora é tarde.  


DÚVIDAS  Para o deputado estadual Pedro Kemp (PT), a reforma do ensino médio pode gerar o empobrecimento cultural dos jovens. Por exemplo: quem optar pela área de exatas não teria conhecimento sobre as questões da área de humanas. Lembra ainda que falta estrutura para implementar o projeto a curto prazo. Opinião interessante.


REFLEXÃO  A postura dos colombianos neste episódio do desastre aéreo enseja aos brasileiros a oportunidade de rever atitudes comportamentais que afloram em nosso dia a dia. Que tal aprender com os ‘hermanos’ essa  lição de fraternidade e  sensibilidade?


UMA SEMANA depois renovo as previsões de se ajeitar a situação ao melhor estilo corporativista dos parlamentos brasileiros. O deputado estadual Paulo Corrêa (PR) foi ouvido sigilosamente pelo corregedor deputado Maurício Picarelli (PSDB) sem a presença da imprensa, ignorando o princípio da publicidade que o ato requer.  Enfim, Brasília é aqui.


O DITADO  “Esperteza – quando é muita – come o dono”, do ex-presidente  Tancredo Neves e citado pelo colega Dante Filho, retrata a situação em que se meteu o  deputado  Paulo Corrêa ao instruir o deputado Felipe Orro (PSDB) a fraudar a lista de presença de funcionários de gabinete. O azar é que o papo foi gravado. Aí caiu a máscara de probo.  


SUSPEITOS  Artigos de advogados  na mídia criticam os abusos do Judiciário e do Ministério Público, concordando assim com o senador Renan Calheiros (PMDB). Mais  um expediente corporativista (‘meu pirão primeiro’), divorciado do sentimento de indignação da grande maioria do povo brasileiro.


FRANCAMENTE...Qualquer cidadão, com ou sem leitura, conclui que é preciso criar mecanismos que efetivamente combatam a corrupção. Mas o problema é que a classe política está envolvida até o pescoço nos negócios ilícitos como ficou provado na Operação Lava Jato principalmente.


SERGIO MORO Aos políticos sacanas interessam crucificá-lo colocando na condição de vilão. Ora! A voz das ruas, excluindo-se os apaniguados do PT e Cia, discorda das manobras do senador Renan Calheiros(PMDB) e aplaude as ações daquele Juiz Federal.


A ODEBRECHT não fechou acordo de delação por acaso. São 77 executivos seus confessando fraudes que resultarão na devolução de R$ 6,7 bilhões. Só isso já bastaria para que  a Câmara Federal não mutilasse o projeto original de 10 itens de combate a corrupção.  


COMPLICADO As novas regras da lei eleitoral deixando de saia justa candidatos a vereadores vitoriosos na capital e interior. A prestação de contas da campanha seria  burocrática e detalhista, dando margem a reprovação ou ressalvas da Justiça Eleitoral. Seria mais por falta de pratica e organização, mas que pode custar o mandato.


TESOURA  “Fazer mais com menos”. A frase do secretário Eduardo Ridel  resume bem a proposta do Governo Estadual. Sindicatos e corporações de funcionários públicos precisam se conscientizar: o efeito dominó da crise nacional já chegou aqui. Aumentos de salários e outras vantagens vão ter esperar.


DIREITOS  Todo mundo tem. Todos querem! Mas em certas situações não se pode ficar olhando apenas para o próprio umbigo. É preciso olhar para o desemprego, queda na produção industrial, vendas do comércio e para as placas de vende-se e aluga-se. É o que restou do ‘milagre petista’.


Pérola da semana: “A Lava Jato é sagrada”. (Senador Renan Calheiros-PMDB)

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